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Currículo da Rede Estadual Paranaense Ensino Fundamental II
SECRETARIA DA EDUCAÇÃO E DO ESPORTE – SEED DIRETORIA DE EDUCAÇÃO – DEDUC DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL – DEP COORDENAÇÃO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – CEJA CREP - Currículo da Rede Estadual Paranaense - EJA. Governador do Estado do Paraná Carlos Roberto Massa Júnior Secretário de Estado da Educação Roni Miranda Vieira Diretora Geral Louise Caroline Campos Löw Diretor de Educação Anderfábio Oliveira dos Santos Chefe do Departamento de Educação Profissional Daiane Fraile Coordenação Pedagógica da Educação de Jovens e Adultos (EJA) Anderson Muniz Canizella Chefe do Departamento de Desenvolvimento Curricular Ane Carolina Chimanski Coordenação de Currículo Camila Flávia Fernandes Roberto
SECRETARIA DA EDUCAÇÃO E DO ESPORTE – SEED DIRETORIA DE EDUCAÇÃO – DEDUC DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL – DEP COORDENAÇÃO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – CEJA CREP - Currículo da Rede Estadual Paranaense - EJA. APRESENTAÇÃO O currículo é uma construção permanente de práticas significativamente sociocultural e uma prática social pedagógica que tem o intuito de garantir o acesso, a permanência, a aprendizagem e a terminalidade da escolarização básica de cidadãos que tiveram seu processo educacional interrompido, sendo esta a missão da Educação de Jovens e Adultos, modalidade que apresenta como principal especificidade a valorização e adoção das experiências de vida e conhecimentos prévios dos estudantes como o ponto de partida da jornada a ser percorrida no processo de construção e socialização dos saberes historicamente acumulados. No Estado do Paraná, a EJA está presente em 279 municípios, atendidos por 86 Centros Estaduais de Educação Básica para Jovens e Adultos (CEEBJA), sendo que destes, 09 atendem unidades prisionais. A modalidade também conta com 218 Escolas de EJA e mais 206 APEDs (Ação Pedagógica Descentralizada), além de 19 Centros de Socioeducação. Anualmente são mais de 55 mil estudantes que retornam aos bancos escolares trazendo sonhos em meio aos cadernos, expectativas e receios por entre lápis e canetas, além do cansaço da árdua jornada de trabalho transcrito nas retinas atentas e brilhantes. E para atender a tamanha diversidade presente nas salas de aula da EJA, é necessário um currículo adequado às variadas necessidades educacionais com as quais os professores convivem diariamente. Atentos a esta necessidade, ao longo do ano de 2021, professores da Educação de Jovens e Adultos de todo o Estado, com o apoio dos técnicos pedagógicos dos 32 Núcleos Regionais de Educação, se reuniram em grupos de estudo e, tendo como base o Referencial Curricular do Paraná e o Currículo da Rede Estadual Paranaense (CREP), materializaram o que, até então, parecia ser um sonho distante: a construção do Currículo da EJA. Foi um trabalho coletivo, de estudo, análise e discussão, enriquecido pela experiência de cada educador, que pôde trazer para o currículo da modalidade um pouco de sua realidade cotidiana. Desta forma, o documento foi escrito por dezenas de mãos que trazem o pó do giz em suas impressões digitais, após a leitura atenciosa dos sábios olhos acostumados a refletirem diariamente a face de inúmeros jovens e adultos que buscam nos bancos escolares reescreverem suas histórias de vida. A Educação de Jovens e Adultos agora passa a ter um documento norteador, capaz de socializar com os educadores recém-chegados um pouco da experiência dos professores que vivenciaram os vários momentos pelos quais a modalidade passou nas últimas décadas e escreveram com as tintas do suor e da sabedoria importantes capítulos da história da EJA. ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS Para Martins (2010, p.14) “Nenhuma formação pode ser analisada senão na complexa trama social da qual faz parte”. Se não forem levadas em consideração as particularidades da comunidade escolar, o trabalho alienado do ensino na atualidade vai continuar, porque essa é a lógica do sistema. As práticas pedagógicas na Educação de Jovens e Adultos, além de partirem do rico universo de experiências de vida dos estudantes, também exigem do professor a sensibilidade para retirarem o corpo discente da tradicional condição de passividade, colocando-os como agentes e protagonistas do processo de ensino e aprendizagem.